TEDxSP 2009 - José Roberto Bueno em "Outras Vozes" from TEDxSP on Vimeo.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Outras Vozes / TEDxSP 2009
domingo, 24 de janeiro de 2010
Tristezas e alegrias
No dia 19, acompanhei ao vivo a apresentação dos resultados da pesquisa do IRBEM - uma iniciativa do Movimento Nossa São Paulo - que trouxe informações precisas e preciosas sobre o Bem Estar do paulistano. Lá percebi o tamanho da doença da nossa cidade. Numa leitura rápida nota-se que o paulistano está satisfeito no ambiente doméstico, entre familiares, amigos e animais caseiros e infeliz da porta da casa para fora. A pesquisa mostrou nítida insatisfação da grande maioria da populaçao com as coisas da vida urbana: a locomoção pela cidade, o lazer, o acesso à cultura e a informação, a qualidade de vida, a saúde, a segurança, o meio ambiente, etc. Não é a toa que a pesquisa revela que 57 % dos paulistanos sairiam da cidade de pudessem. Se alguém trabalha ou vive num lugar que iria embora assim que pudesse, que qualidade esperar dessa relação? Que dedicação e comprometimento esperar de quem pensa todos os dias em ir embora?? Mais uma vez fiquei jururu vendo e ouvindo coisas que fazia uma certa idéia, mas agora a suposição ganhou clareza. Um exemplo: você sabia que 30 % dos jovens entre 16 e 24 anos na nossa cidade não estão nem na escola nem trabalhando? Que tal? Ouvi a expressão "bomba-relógio" para traduzir o que isso significa numa cidade da escala de São Paulo...
Em meio a este clima cinzento, começar o ano feliz e cheio de entusiasmo me pareceu ser quase uma violência no meio em que vivo. Faço parte daquela fatia fininha da população que aprendeu um jeito de viver bem numa cidade dura e perversa como São Paulo. Meu pai foi meu primeiro mestre. Filho de uma familia simples em Matão ele correu atrás e conseguiu ir muito além de seus irmãos e irmãs. Abraçava cada oportunidade como um tesouro único. Aprendi com ele a correr atrás e valorizar cada oportunidade de crescimento. E sigo correndo em várias direções, vivendo a vida com entusiasmo mesmo sabendo que esse entusiasmo não é geral.
Nestas primeiras semanas de janeiro, dentro do projeto SESC Verão, conduzi oficinas de filosofia e prática do Aikido nas unidades Paulista e Pinheiros. Turmas distintas e muito especiais. Poucos encontros e suficientes para viver enorme empatia com cada um dos participantes das oficinas. Em fevereiro darei continuidade aproximando a harmonia do Aikido à harmonia de outras artes como a poesia hai-kai, o pintura sumi-e e a flauta shakuhati. Aikido e arte para integrar assertividade e poesia na nossa vida.



Sigo pedalando cada vez mais em São Paulo e começo a sonhar com pequenas viagens e trilhas. Entre ontem e hoje, um domingo e um feriado, foram quase 100 km de pedal, boa parte como o grupo do Olavo Bikers. No SESC, participei de um encontro com Arturo da Escola de Bicicleta que abordou as várias nuances do que é ter uma boa bicicleta e detalhes sobre sua manutenção. O amor do Arturo pelo pedalar é algo fascinante e já me contagiou.

Nos próximos dias estarei fora de São Paulo. Aproveitei uma mega-oferta num site de passagens promocionais e arrematei bilhetes para Manaus por R$ 300 em 6 parcelas. Ida e volta!!! Por esse preço, e aproveitando o momento de férias da Daia, inventei uma pausa para conhecer um pouco da Amazonia. Serão dias de passeio por Manaus, por cachoeiras em Presidente Figueiredo e quatro dias de navegação em um pequeno barco pelo Rio Negro. Espero logo trazer para cá algumas boas histórias e alguns desenhos. Aguardem.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Meu filho Daniel
Upload feito originalmente por zerobueno
Daniel Sete Cordas que virou
Donizete que virou Doni Bueno...
Hoje é dia 12 e ele completa 19 anos.
Parabéns e um beijo do pai.
[foto de Florentine Versteeg]
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Movimento Novo Olhar
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Primeiras imagens de 2010


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
OBRIGADO 2009
Coisas para compartilhar neste finzinho de ano e agora acho um tempo para escrever depois de dias corridos.
Escrevo do Vale do Pavão, em Visconde de Mauá, na casa de Julio e Raquel Galhardi onde aguardamos o inicio de 2010 nos ares das montanhas, tomando bons vinhos e rabiscando em Carandache.
Começo pelos convites do João Nery e da Cely Mantovani, respectivamente amigos e executivos da Agre e da CEF que me chamaram para participar de dois eventos distintos. O primeiro no Refúgio Cheiro de Mato em Mairiporã e o segundo na Fazenda Hípica de Atibaia. Foi meu começo de fim de ano. E mais uma vez levei a arte Aikido como plataforma para refletir sobre liderança e consciência num clima de celebração e desenho de futuro.


Logo chegou o Natal em família onde ouvimos a 26a. carta de Noel para Marinhos e Buenos. Esta cartinha é uma tradição que minha irmã Noemi herdou e mantém viva enchendo o coração de todos com os melhores momentos do ano de cada um dos filhos, netos, genros e noras de Jose e Myriam, os meus pais. Saboreamos cada palavra da carta sempre lida pela Rita, outra de minhas irmãs. Um momento mágico onde as conquistas e curiosidades de cada um dos membros de uma família é revivido. Logo beijos e abraços, troca de presentinhos de amigo secreto, novamente palavras de carinho entre todos e uma ceia para encerrar a noite.
No dia 25 uma pedalada no lugar da ressaca natalina. Apesar de dormir às 4h00, às 9h00 Daia e eu saimos de casa com nossas bicicletas para nos somarmos ao grupo do Olavo Bikers que pedalam aos domingos e feriados desde 1995. 5km de casa ao FNAC. 33 km girando por uma São Paulo sem carros e mais 5km de volta para o Butantã. Posso dizer e tenho testemunhas que foi o grande batismo de Daia sobre o celim. Yes, she can! E vamo que vamo em 2010.
Antes de viajar para as montanhas do Rio uma aflição: o que fazer com Toró e Ziza? Nossos gatos nunca passaram mais de dois dias sozinhos. Quem para cuidar dos pequenos até o começo de janeiro? Valdomiro! Trabalha no condomínio onde moro e aceitou a tarefa de limpar caixa de xixi, recolher cocô, trocar a água e cuidar da ração dos gatos. Coisa pequena que torna-se grande em época que todos viajam para fugir de São Paulo.
Agora é tempo de dormir até tarde, desenhar sem pressa na varanda, descansar no sofá, renovar energias, rir entre amigos, tomar bons vinhos, fumar bons charutos, falar bobagem, pisar no barro, olhar para o céu, sonhar grande e fazer pequeno.
Desejo a todos que acompanham e comentam as "mensagens na garrafa" deste blog um Ano Novo pleno de tudo aquilo que cada um acredita ser importante para ser feliz.
Beijos e abraços
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
BONENKAI HARMONIA 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Sixth Sense
domingo, 13 de dezembro de 2009
Círculos de harmonia

Acabo de chegar do Rio de Janeiro com novas histórias na bagagem. O motivo principal desta ida ao Rio, assim como todas as outras idas em 2009, foi o mesmo: treinar bom Aikido sob orientação de Luis Gentil Sensei e estreitar os laços com os amigos do Círculo de Aikido. Ao redor do motivo principal emergem os motivos não principais que tornam a ida ao Rio cada vez mais especial.


No Jardim Botanico fui recebido por Julio e Raquel Galhardi e conheci as siamesas Fiona e Suzy que me lembraram Ziza e Toró. Lá comemos e conversamos muito e também provei de uma cachaça de milho com mais de 40 anos. Literalmente uma senhora cachaça! No Clube Naval fiz sauna com direito a boa prosa na beira da Lagoa e reencontrei o Gil que já apareceu aqui no blog em setembro. Ele é o rapaz que atende no bar da sauna e ama a corrida. Julio e eu decidimos dar uma força e em 2009 ele fez suas últimas provas, entre elas a volta da Pampulha, com tenis de qualidade. No Bar Vinte em Ipanema tomamos o chopp obrigatório para festejar o exame para Nidan do Júlio. No Leme, sob chuva fina e numa praia vazia, um mergulho no mar e boa caminhada pela areia conversando com Luis Gentil. Nas Laranjeiras, almocei com minha irmã Rita e matei a saudade de toda a família comendo delicioso frango ao curry e ouvindo as novidades dos sobrinhos. Quarenta e oito horas de saúde, alegria e convívio com gente querida.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Tintim na Cozinha - A colheita

RECEITA TINTIM (por Mariana Torres)
Reúna pessoas interessadas em passar tempo de qualidade juntas
Acrescente alegria, atenção, cuidado, disponibilidade e fome
Bata tudo com sentimento, empenho, dedicação
Coloque uma pitada de tempero, de imprevisto, de improvisação
Unte a fôrma da razão com emoção e intuição
Despeje a mistura num recipiente do tamanho do mundo
Aqueça tudo por cerca de duas horas e meia...
Voilà!
Tintin: um brinde ao que somos quando podemos ser

Mão na massa, e muita massa na mão.
Risadas e gargalhadas regadas com chuva de farinha.
Expansão dos sentidos, tato, olfato e paladar aguçado.
Pais e filhos, companheiros de vivências e novas experiências.
Fluidez, ritmo, leveza e delicadeza.
Mistura de cores, sabores, olhares e verdades.
Gente criança, jovem, adulto... todos com grandeza.
Hora sem relógio e presença do tempo.
Intervalo vazio de tarefas e pleno de sentido.
Inspiração, celebração, conexão.
Momentos de saúde, paz e amor. Tintim!
Deborah Dubner
Não sei se ainda tá valendo mais dou agora minha parte da colheita:
Daniel Bueno

Olhares, trocas, silêncio, barulho, música, brincadeiras....
Momentos do coletivo, momentos do indivíduo
Todos souberam quais eram seus respectivos papéis e responsabilidades.
Colhemos o melhor: comida com amor universal, regados com uma energia incrível.
Obrigada
Daia Mistieri


Todo mundo metendo a colher em tudo...
No som, na comida, na mesa, em detalhes...
Cada um encontrando o seu espaço, todos compondo uma deliciosa massa...
Um olhar diferente para as coisas de sempre: farinha, batata, maçã, farinha
Dá-lhe farinha!
Tempo para saborear a fome, o imprevisto, o cheiro na cozinha
Da combinação de temperos, sugestões, sentimentos e mãos
Boas conversas, risadas e comida boa ao paladar
Corpo e alma bem nutridos
Alimento pra digerir e saborear por semanas.
Mari Torres


Algumas frases na fala de algumas pessoas:
"Tudo fica mais fácil e vai mais rápido em grupo..." Daniel Bueno
"Experiência para sair da zona de conforto conscientemente..." Daia Mistieri
"Quando você entende você aprende" João Pedro
"Em pouco tempo ela [minha filha] já estava sendo ela" Sandra Paz
"Tudo no seu devido tempo, nem rápido, nem devagar, abraçando os imprevistos."

Tenho pensado nessa coisa de pequenas ações para mudar o mundo. Numa semana onde acontecerão conversas de gente graúda em Copenhagem para discutir as mudanças climáticas no mundo, eu resolvi colaborar de um jeito caipira: coloquei um balde no box do chuveiro para aproveitar a agua que cai enquanto o banho esquenta e usar esta água na descarga do vaso sanitário. Uma verdadeira bobagem. Mas eu me sinto feliz fazendo essa solitária economia de água testemunhado apenas pelos azulejos do banheiro.
E na Cozinha do Tintim senti a mesma felicidade entre jovens e adultos numa dança de gestos, risos, ovos, batatas, conversas, farinha, tomates e maças. Diversidade de gente e de sabores. Encontrei as coisas que eu imagino ter no mundo dos meus sonhos. Cooperação, alegria e movimento. E a forma espontânea e livre de participar do acontecer das coisas, com mínimas instruções de um Chef e uma clara orientação do para onde ir foi o bastante para sentir uma alegria silenciosa. E parece que ela circulou entre todos nós.
Traduzimos de modo natural o cuidar do grande cuidando do pequeno em cada gesto na cozinha. E talvez cuidar do mundo possa ser cuidar de cada pequeno pedaço desse mundo, cuidar de cada pessoa que pertence ao nosso mundo e de cada interação que temos com as coisas do mundo. Água, batata ou gente.
Agora e sempre um brinde pela saúde do nosso mundo: TINTIM!!
José Bueno
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Ciclocidade, bicicletada e maratona
Na sexta feira participei da fundação da Ciclocidade, uma associação de ciclistas urbanos em São Paulo. Daqui para frente não seremos apenas ciclistas, apaixonados ou ativistas por um cidade mais limpa e com menos carros. A representatividade de uma associação organizada de modo formal foi um passo importante. Me senti orgulhoso em estar lá aprovando a ata de fundação como um dos 100 sócio-fundadores presentes. Esperando o que? Associe-se também: www.ciclocidade.com.br

by Mathias
Mais fotos de Edugreen @ Flickr: http://www.flickr.com/photos/edugreen/sets/72157622880465680/show/with/4135512685/
Na sexta me juntei ao grupo que faz Bicicletada, ou movimento Massa Crítica, como quiser. Cheguei na Praça do ciclista onde é feita a largada na companhia dos meus bike-padrinhos: o João Paulo e a Evelyn, duas figuras adoráveis que fizeram este ano a travessia Berlin-Copenhagem na pedalada. 800 km em 10 dias. Já começa a me dar vontade de pensar num roteiro para fazer no ano que vem. Por hora é pedalar muito e conhecer os roteiros aqui no Brasil e na Europa. JP, Evelyn e eu pedalamos juntos de Pinheiros até a esquina da av. Paulista com a rua da Consolação. Exatamente na hora da largada caiu um temporal e aguardamos parar a chuva para largar. Umas 200 pessoas talvez. O ponto alto foi cerca de uma hora depois: a invasão do Shopping Vila Olimpia, recentemente inaugurado com centenas de vagas para carros e ... sem bicicletário. De repente, estavamos todos no estacionamento vazio do shopping cercados de seguranças que se perguntavam: quem é o responsável por esta zona? A resposta era fácil: aquele ali de bicicleta. Logo fomos embora sem tirar nenhum pedaço e com uma sensação de missão cumprida. Valeu a noite.


No domingo, provocado pelo Pablo sai de casa de manhã para pedalar com o grupo que todo domingo se encontra na FNAC. Choveu muito pela manhã e ainda garoava quando sai de casa. Mas às 9h30 o clima tava perfeito e lá fui eu. Sem o Pablo. Durante o trajeto que durou 42km (nunca havia imaginado pedalar tanto...) entendi o slogan estampado nas camisetas amarelas desta tribo: vai quem quer, volta quem pode! Yes, I can!!!!! Na segunda eu tava moído e até o maxilar doía. Mas hoje é terça e está tudo bem. Especialmente as costas e a bunda.
Osvaldo Stella e Jarbas Agnelli
Ache uns minutinhos para assistir estes dois videos do TEDxSP.
Para mim, entre pessoas fantásticas, estes dois dão o tom do que aconteceu. Pouco a pouco os vídeos com cada uma das palestras está chegando e é só acompanhar por lá: http://www.tedxsaopaulo.com.br
Espero que curta.
TEDxSP 2009 - Osvaldo Stella from TEDxSP on Vimeo.
TEDxSP 2009 - Jarbas Agnelli: "Birds on the Wires", uma música e sua história from TEDxSP on Vimeo.
Quando eu tinha 14 anos aconteceram duas coisas interessantes. Descobri uma escola de Yoga, o Instituto Narayama e comecei a frequentar a ECA para assistir peças de teatro na EAD onde minha irmã se formou atriz. Isso foi em 1974. Não acompanhei meus amigos do colégio e tomei gosto por teatro, política estudantil, asanas e meditação, vi o Lula parar fábricas no ABC, corri da cavalaria da polícia durante manifestações estudantis e era uma emoção forte acompanhar leituras dramáticas de textos proibidos que tinham palavrão! Pode? Me sinto alguem do século retrasado falando estas coisas mas é verdade. Meu pai tentou me recuperar me oferecendo uma viagem para Disney! Já não tinha mais volta. Queria mesmo era ir para India!!! Nem preciso dizer que não fui nem para Disney, nem para India ... e comecei a sonhar com um mundo diferente do mundo que me ofereciam.
Me formei arquiteto na USP e lá passei os cinco anos pesquisando o adobe, a taipa, as construções tradicionais em arcos e abóbodas, processos e materias construtivos alternativos. Era uma fantasia de estudante que não tinha nada a ver com a arquitetura que se pensava no Brasil. Veja só... Me afastei das pranchetas e tomei o caminho da educação pelo corpo. Me tornei professor da arte Aikido. Fiz do corpo minha linguagem para falar da possibilidade de harmonia em qualquer conflito. Abri um Dojo tradicional e fora do tatame levo para cantos diversos a filosofia e a visão do Aikido.
Fazer parte do TEDxSP e acompanhar cada conversa, cada história e perceber que hoje há uma grande rede de pessoas diferentes, criativas e visionárias me deu uma sensação de conforto imensa. O TEDxSP pareceu uma convenção de pessoas estranhas, relatando o quanto valeu a pena remar para um lado diferente. Se uma multidão navega sem questionar para um único lado isto não significa que navegam para o melhor lado. Talvez estejam todas indo para um grande abismo. Encontrar um time de pessoas corajosas, atrevidas, persistentes e criativas foi um prazer enorme e criou uma rara sensação de pertencimento. Sinto que valeu a pena olhar desde cedo para um outro lado e o TEDxSP revelou que são muitos olhos e corações olhando para este mundo melhor, mais saudável, mais cooperativo, mais sustentável e mais amoroso.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Tintim na Cozinha

No próximo dia 6, domingo, entre 10h e 18h reuniremos jovens e adultos na cozinha para o terceiro workshop do Tintim.
Tintim é um projeto que começou em outubro de 2008 a partir de conversas sobre educação. Foram dezenas de rodadas de diálogo sobre o "como aprendemos as coisas?" e "quais saberes são mesmo importantes para a vida?". O nome Tintim é uma tradução abrasileirada de Teen Team e também o som de algo sendo celebrado.
Depois de muita conversa no Hub e na Ekoa entre pessoas fantásticas temos pouquissimas respostas. Poucas, mas boas! Sem simplificar assunto tão fascinante e complexo, o processo da aprendizagem valiosa, aquela que fica para sempre, tem uma relação direta com um bom clima, um bom solo e cuidados . Assim como na natureza.
Chamamos de clima a atmosfera onde acontece a aprendizagem. Um clima de confiança, respeito às diferenças, liberdade de expressão, alegria, presença, cooperação e curiosidade potencializa o aprender.
Chamamos de solo as experiências vivas. Vivências que envolvem o olhar, o ouvir, o tocar, o cheirar e o saborear. Experiências "mão na massa" que incluem o prazer e o desconforto, gestos simples que fazem a diferença, a dança entre o caos e a ordem, incertezas e muita criatividade.
E chamamos de cuidado o convívio com uma rede de pessoas menos preocupadas em ensinar e mais ocupadas em conviver e fazer junto. Um rede de pessoas que gostam do que fazem e que tem alegria em dividir a experiência de vida. Pessoas curiosas e dedicadas que gostam de aprender e desfrutam deste processo.
Bom, quem quiser participar do Tintim na Cozinha é só preencher o formulário abaixo e clicar em submit.
Contamos com as confirmação das presenças até o dia 3.12, quinta-feira, para facilitar as compras dos alimentos.
Qualquer coisa é só perguntar, ok?
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
TEDxSP.
Teve alguma coisa de Rock in Rio neste evento. Fazia tempo que não sentia a emoção de ter participado de um encontro especial, inédito e mágico. No palco não tinha nenhuma banda de rock pela primeira vez no Brasil. Mas havia uma expectativa no ar desde o processo de seleção de platéia. Os interessados em participar do primeiro TEDxSP responderam, além das questões formais como nome, empresa, cargo e email, o seguinte formulário online:
Cite ao menos um site que nos ajude a entender você melhor :
(seu blog, o site da sua empresa, currículo, artigos ou pesquisas, vídeos, fotos suas ou tiradas por você, seu perfil no facebook, LinkedIn, twitter)
Na sua opinião, o que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?
E você, o que tem a oferecer ao mundo agora?
O que você espera ganhar ao participar do TEDx SP?
O que você tem a contribuir com a comunidade TEDx SP?
Se outra pessoa fosse descrever suas maiores conquistas em até 3 sentenças, o que ela falaria?
O que nós precisamos saber sobre você, que nós não perguntamos?
Fiquei feliz em ter sido selecionado para fazer parte da platéia. O credenciamento aconteceu no dia anterior no HUB. Em cada crachá vinha identificado o nome e a empresa. Como trabalho em vários lugares lá estava na identificação o meu nome seguido das redes onde atuo: Aikido Harmonia, Amana-Key, Palas Athena, Tintim, Ação Harmonia Brasil. E ainda faltou espaço para incluir o SESC, a SOL Brasil e o Aiki Extensions Inc. O que era uma angústia no passado, quase me convenceram que eu era um cara disperso e sem foco, hoje é absolutamente confortável.
No palco, no lugar de guitarras, baterias, teclados e pirotecnia tinha apenas um piano de cauda que foi tocado no começo e no fim do evento por dois pernambucanos, o Vitor Araújo e o Rannieri Oliveira. Durante todo o sábado, uma sequencia fantástica de palestras curtas de 15 minutos, tempo suficiente para se emocionar com histórias e experiências de brasileiros que estão inventando e fazendo a diferença em vários campos de conhecimento. E cada deu a sua visão pessoal do que o Brasil tem a oferecer ao mundo. De Regina Casé a Fabio Barboza. Como Mestre de Cerimônias, Helder Araujo, um jovem com menos de 30 anos que, inspirado pela participação no TED na Califórnia, mobilizou uma incrivel equipe para fazer acontecer o primeiro TED na America Latina. Impecável e respeitosa produção que contou com o apoio do Banco Santander e da Oi.
Se quiser saber mais do evento acesse o site oficial: http://www.tedxsaopaulo.com.br/
Saí de lá orgulhoso de ser brasileiro e estar vivo neste momento da história do mundo. O quadro geral parece ser composto por enormes desafios pela frente, complexidade, modelos econômicos, sociais, políticos, educacionais questionados em todo mundo e em cada mesa de bar, dúvidas e incertezas, desigualdade e violência por todo lado, riscos ambientais irreversíveis e uma pobreza generalizada de valores. O mundo está do jeitinho que o pessimista gosta para dizer que não dá mesmo.
Mas do outro lado tem coisas acontencendo e o TEDxSP juntou uma boa parte destas coisas no Teatro da Moóca. Parte delas estava no palco e outra parte certamente na platéia. E outros muitos mais que não estavam lá. Existem pessoas fantásticas espalhadas por aí e quando elas se reunem o resultado é mágico. O tal mundo melhor está tomando uma cara. Tem muita gente criando, muitos brasileiros motivados em achar soluções novas para os velhos problemas. Tem gente de coração bom, pensando grande, para o bem de todos e gerando resultados extraordinários. E tem alguma coisa do brasileiro que dá cada vez mais para sentir. Um misto de criatividade com inocência, de fertilidade com talento para misturar coisas, de alegria e otimismo, de batucada e esperança. E o melhor de tudo, está dando certo. Sinto que tem muita gente pelo mundo olhando para esse nosso jeito de ser e criar.
E a pergunta fica no ar: o que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Ilusão de ótica
Pois é. Depois de deixar meu carro na garagem por um mês, tenho adotado a prática de estudar o roteiro dos meus destinos antes de sair de casa. E faço um certo plano que inclui de tudo um pouco. Outro dia fui do Butantã para uma reunião no Hub de bicicleta. O Hub fica na Bela Cintra, do lado centro, na altura do cemitério da Consolação. Sai de lá no fim do dia e tinha um compromisso no SENAC da rua Dr. Vila Nova no centro. Chovia uma chuva fina e já era noite. Estacionei a bicicleta no Estapar do Colégio São Luis, um dos muitos bicicletários gratuitos que tenho mapeado pela cidade. Desci para o centro de onibus em 5 minutos, o mesmo tempo da volta uma hora mais tarde. Voltei a pegar a bike para descer para o Dojo, já sem chuva. Um prazer especial deslizar por uma avenida Rebouças sem muito transito. Por fim, voltei para casa de carona com Daia que passou por lá ao final do treino das 20h e deixei a bike estacionada no Dojo.domingo, 8 de novembro de 2009
Dois encontros

07/11, no Sao Paulo Center, com a equipe da Axialent, depois de uma manha especial de dialogos e interacoes baseados na essencia do Aikido. Gaelle, Boris, Ricky, Silvia, Eric, Val, Fabio, Marcelo e Guillermo. Inspiracao pura.
Pausa (3)

No dia 17 de outubro, Victor Farat (foto) e eu decidimos por em ação a idéia criar um momento na semana para desenhar. Conheci Victor na última oficina sobre o Guerreiro e o Artista - Bun Bu Ryo Do - na Palas Athena. Ontem aluno, hoje amigo e parceiro. Antes de tudo estamos criando juntos um tempo e espaço para o exercício do observar, sentir, apreciar e deixar a realidade tocar nossos olhos e ouvidos. Este momento tem acontecido aos sábados à tarde e os dois primeiros encontros foram na varanda deliciosa do Ateliê Semente Una. Cada um trás seu material, acha um canto para ficar e encontra algo para observar e desenhar. No mesmo ambiente cada um segue sua aventura pessoal. Alguns principiantes começam a criar intimidade com papéis, pincéis e tintas. Outros desenhadores com mais experiência dividem o mesmo espaço e circulam pela varanda dando pequenas orientações. O mais importante é cada um permitir este tempo para olhar e estar consigo mesmo por alguns minutos. Arte e meditação. Observar cores e formas ao mesmo tempo que cada um observa a si mesmo neste gesto de desenhar o que observa. Meditar pela arte.
Todos convidados para o próximo encontro: sábado, 21/11, das 16h às 18h30



Pausa (2)
Letra e música de Paulinho da Viola composta em 1969.
– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E
você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo...
Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é...quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das
ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa,
rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal...
– Eu procuro você...
– Vai abrir, vai abrir...
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
– Por favor, não esqueça, não esqueça...
– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!
Muitos pensam que a letra dessa música é um retrato da vida urbana na época da ditadura militar brasileira, que no ano anterior tinha realizado o seu pior evento até então ao suprimir os direitos constitucionais do cidadão através do AI-5. A ditadura acabou há tempos e um novo olhar nos mostra que esta obra não foi superada na forma, no conteúdo, na experiência estética e na abrangência de sua letra. Sinal Fechado faz mais sentido hoje do que quando foi composta. A estética fria e tensa não nos é mais tão estranha. É o hino do desencontro, do mundo contemporâneo, das cidades movimentadas, dos sinais fechados sempre presentes que nos forçam a observar as pessoas por dentro dos carros, da vida urbana, da necessidade de se buscar um lugar no futuro. Sinal Fechado já buscava seu lugar no futuro quando foi composta e certamente conseguiu.
FONTE: http://www.paulinhodaviola.com.br/portugues/a_musica/texto.asp?cat=4










