Mostrando postagens com marcador gratidão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gratidão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pinceladas e pedaladas

Cheguei na sexta feira com minha bicicleta empacotada para um fim de semana de pintura e pedaladas. Suely e Fernando, os organizadores do workshop, estavam no aeroporto e fomos direto almoçar no Restaurante Daissen na Comunidade Zen Budista de Florianópolis. De tarde fui acompanhado por Juliana e Monge Gensho pelo centro da cidade onde aprendi um pouco da cidade. De lá caminhei até o mirante da ilha onde fiz minha primeira foto. Era meio da tarde e o sol insistia em aparecer junto à ponte antiga que ligava a ilha ao continente. Alguns já devem saber que adoro pontes!


Arrumamos a sala de meditação do Centro Zen Budista e logo chegaram os participantes da oficina. Não muitos, oito. Para um primeiro evento achei ótimo. Poucos conhecem o Sumi-e e muitos fogem quando o tema é desenhar, pintar, criar. Logo começamos a nos apresentar e sugeri um formato diferente para esse momento. Ouvir o nome, a profissão e a idade não me diz muito para um primeiro contato. Gosto de ouvir alguma coisa curiosa, um momento importante vivido pela pessoa, algo especial. Vejo a minha vida como um riacho. E somos todos um riacho. Cada um fazendo o seu curso, alguns velozes, outros largos, outros rasos e todos cheios de nutrientes e vida em suas águas. E partindo dessa provocação - o que você me contaria do seu rio? – comecei a saber melhor quem estava por lá.

Suely e Fernando, os anfitriões

Foi um momento breve para nos conhecermos e poder apresentar a proposta da oficina. Em seguida Suely e Fernando me levaram para a Casa de Retiro Vila Fátima onde ficaria hospedado. Era tarde e tinha fome. Só havia biscoitos e café no final do corredor de cada andar. Normalmente a Casa está sempre ocupada com religiosos ou não em retiros. Mas nesta noite só haviam 6 quartos ocupados e o pior. Todos já tinha jantado. Uma senhora percebeu meu vaguear pelos corredores e perguntou se estava tudo bem. Eu devia estar com cara de esfomeado! Ela me encontrou e disse que logo haveria uma comidinha na cozinha. Ao chegar no refeitório a surpresa: sopa de aipim com pãezinhos integrais.

Na manhã de sábado me dei conta do lugar onder estava. A vista maravilhosa da Praia da Armação foi a primeira imagem do dia. Meu quarto escolhido a dedo ficava acima do mirante do Morro das Pedras!
Depois de tomar café e vislumbrar a vista do Morro das Pedras fui com meus anfitriões para a Comunidade Zen Budista de Florianópolis onde o workshop aconteceu. No mesmo lugar há o Restaurante Daissen tocado pela Bia que nos preparou o almoço no intervalo. Melhor que contar como foi este encontro é ver as imagens maravilhosas que Michel Seikan produziu quando não estava pintando. Vale a pena conferir o olhar dele.

http://picasaweb.google.com.br/zenbudhismo/SumiEAikido?feat=directlink

No domingo foi dia de pedalar pelo sul da ilha. Armação, Pantano do Sul, Lagoa do Peri, Ribeirão da Ilha, com direito a pausa para comer ostras frescas na beira-mar. Abaixo estão algumas umas imagens do passeio pela ilha. Inesquecível! Um imenso agradecimento a todos que fizeram parte do desfrute destes dias em Florianópolis.









quinta-feira, 22 de abril de 2010

Father & Son


Outro dia encontrei esta canção no blog do amigo Márcio Svartman. Há 30 anos atrás Cat Stevens cantava Father & Son e eu a ouvia como filho. Agora assisti Yusuf Islam cantando a mesma canção e eu a ouvi como pai.

Eu e meu filho Danilo estávamos sem conversar há uns dois meses. Após um desentendimento entre nós que abriu espaço para o cada-um-para-o-seu-lado-e-tudo-bem, assistimos ao progressivo esfriamento da nossa relação e fomos ficando cada vez mais distantes. Neste período eu e ele nos encontramos aqui e ali. Mas não com a qualidade de relação que sempre tivemos como pai e filho. Poucas palavras, pouco interesse um pelo outro e dois tolos sofrendo cada um do seu lado com a distância entre nós cada vez maior.

Em março, Daia e eu recebemos Danilo e Júlia em casa para um jantar de aniversário - os dois nasceram com 3 dias de diferença. Pareceu uma trégua, mas a distância persistia entre ele e eu. Hoje de tarde ele me ligou chamando para uma conversa. Era hora do almoço e propus que almoçássemos juntos em casa. Foi daquelas conversas que mudam o curso da história. E o melhor de tudo, restauramos aquele fluxo de energia que existe entre duas pessoas que se amam. Valeu, filho. Valeu muito!

Beijo do pai.





segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mamãe, o monge e o oficial

Hoje de tarde eu liguei para minha mãe. Ligo para ela quando sinto que tenho algo especial para dividir e não sou de ligar todo santo dia. Meu dia a dia não é tão cheio de coisas especiais, mas hoje eu senti vontade de contar umas coisinhas que se passavam aqui dentro.

Contei que tenho me sentido cada vez mais atraído pelo mundo da Educação. Ser aprendiz e ser educador, ser inspirado e ser inspiração, conduzir e ser conduzido. Gosto da emoção vivida no processo de aprender seja no papel do aprendiz, seja como educador. Atualmente aprendo Alemão e minha professora Andrea Khrom quando não é minha professora de Alemão é minha aluna de Aikido quando lá eu sou o professor. Muitas vezes alterno meu papel de consumidor e fornecedor de conteúdo e pulo de professor para aluno com facilidade. Gosto da vida que mora no aprender quando o processo é genuíno, pois sabemos que existe a triste experiência onde uns fingem que ensinam e outros fingem que aprendem. Isso não é educação e devia se chamar fingimento ou farsa. Falo de educação como aquele momento mágico onde aprende-se algo pela urgência da necessidade, pela convivência com alguém que ama o que faz ou pelo puro prazer de descobrir algo novo. E isso costuma acontecer muitas vezes bem longe das salas de aula ...

Minha mãe interrompeu essa conversa toda para fazer umas perguntas bem de mãe: Filho, você têm diploma de educador? E se alguém lhe perguntar a sua formação? Você não é arquiteto? Dizer que é professor tudo bem mas para ser educador tem que ter estudado Pedagogia, não? Acho melhor dizer o que você é, arquiteto, e não educador...

Minha mãe é maravilhosa e nossa comunicação é absolutamente franca. Ela diz o que pensa sempre e isso é o melhor de tudo. As vezes não é o que eu espero ouvir. Simples. Na hora eu senti um misto de surpresa, indignação, tristeza e indiferença. Nesta ordem. E ao final, percebi que ela fala exatamente aquilo que uma pessoa normal pensa, mas não fala.

Em 2002, quando contei animado que iria começar um projeto de educação pelo Aikido para crianças da comunidade (favela) do Jardim Jaqueline ela foi direta: - Filho, você precisa ir lá? É perigoso! Com o tempo ela percebeu que não só era o lugar onde eu mais me sentia seguro como foi gratificante perceber o impacto daquele projeto no dia a dia da casa onde atuamos voluntariamente por 6 anos.

Esta conversa com minha mãe me lembrou a historinha do monge religioso sendo interrogado por um oficial de imigração num país muito conhecido pelo rigor em suas fronteiras ...

- Religião? Perguntou o oficial.
- Todas, respondeu o monge.
- Sinto muito, mas todas não pode. O senhor não pode entrar no nosso país.


O monge fez uma breve pausa e logo respondeu uma segunda vez ao oficial:

- Nenhuma! Não tenho nenhuma religião.
- Ótimo. Nenhuma pode. Seja bem-vindo ao nosso país.

;)




sexta-feira, 9 de abril de 2010

Renina e Rita

Na última quarta-feira teve início o curso "O Artista e o Guerreiro em Cada um de Nós" na Palas Athena. Na quinta comecei um ciclo de oito oficinas de Sumi-e para a terceira idade no SESC Pinheiros. Já disse e vou repetir: eu adoro trabalhar para Palas e para o SESC. É trabalhar para dois visionários, a Lia Diskin e o Danilo Miranda, duas figuras que eu admiro demais. Numa semana onde ainda meu joelho se recupera da escoriação devida ao tombo besta no Rodoanel, estive afastado dos tatames e mergulhado entre pincéis, tintas e papéis.

Gosto da confusão que surge quando embaralho o aikido com a pintura, a arquitetura com educação, a consultoria com o ciclismo. Na minha percepção está tudo conectado e não saberia como descolar o artista do consultor, o arquiteto do ciclista, o educador do aikidoka, o cidadão do profissional e por aí vai. Mas não parece que é o que as pessoas gostam de ouvir. Não se encaixar em uma ou outra coisa cria um pequeno mal-estar nas conversas. Certa vez ouvi as seguintes palavras de uma pessoa muito querida: Você age como quem quer tudo! Você não se pode ser assim... tem que haver sacrifícios! Você não pode querer tudo. Para tudo existe um limite... Estas palavras bateram fundo em algum lugar. Eu ouvi, pensei um pouco a respeito (não muito) e lá de dentro veio uma voz dizendo com firmeza: É isso! Eu quero tudo!!!

Sou só eu ou você também percebe que mais e mais pessoas estão permitindo se deslocar entre áreas diferentes buscando novos alimentos em outras disciplinas e ambientes? Me parece absolutamente saudável e natural porque assim foi a minha jornada. Acredito que em pouco tempo a formação múltipla (no meu caso meio bagunçada) feita pela fusão de competências variadas será o esperado de um profissional e não um motivo de desconfiança e dúvida. É só olhar ao lado e percebemos que já convivemos com muita gente que não atua na área onde se graduou. Algumas estão felizes e outras ainda procurando encontrar um lugar onde possam dizer que estão confortáveis e realizadas. Essa conversa tem tudo a ver com uma reflexão proposta pela querida Rita e a rede Novo Olhar onde pude contribuir um pouco.

Voltando aos pincéis, me peguei esta semana contando para meus novos alunos e alunas no SESC e na Palas Athena a história de duas mulheres, Renina e Rita. Duas mulheres que tiveram um papel importante na minha formação como artista, como guerreiro e como educador.

Renina Katz é uma artista plástica que dispensa comentários como artista. Ela foi minha professora no primeiro ano da FAU em 1979 onde lecionou até 1988 e isso sim merece comentários. No primeiro ano de faculdade, os alunos tiveram oportunidade de ter aulas com uma famosa gravurista que tinha o tratamento de deusa. Uma mulher culta, talentosa e reconhecida artista plástica. Numa avaliação final de um exercício proposto para os alunos do primeiro ano todos ouviam atentamente suas observações sobre as dezenas de desenhos espalhados numa imensa mesa. Até que ela se deteve em um desenho para descrever a todos como NÃO se desenhar. O desenho, segundo ela, era um lixo. Uma composição péssima, uma técnica péssima, tudo péssimo. E era um desenho sujo, e lembro bem dessa palavra. No final da avaliação todos levaram seus desenhos embora e aquela coisa péssima ficou largada na mesa. Quem iria assumir a autoria daquela coisa suja? Porque aquilo já não era mais um desenho e sim uma coisa. Um monte de rabiscos sujos. Aquilo foi uma experiência rica para cerca de 100 alunos e dramática para o autor daquela coisa. Ele deixou o desenho naquela mesa e tenho certeza que ele deixou lá também o seu prazer por desenhar. Afirmo com certeza porque depois de 30 anos eu posso falar tranquilo: aquela coisa suja abandonada na mesa da faculdade era o meu desenho! Mas o tempo é generoso e curador. E os anos passaram.


Em 1994 encontrei por acaso uma monja zen-budista chamada Rita Böhm. Ela dava aulas da arte Sumi-e na livraria Antakarana na rua Lisboa em São Paulo. Perguntou-me se eu gostaria de fazer um desenho e eu disse que sim. Recebi sua primeira grande lição: observe. E observei o seu desenhar. Em seguida ela me pediu para desenhar o que havia observado. E desenhei. E ela me perguntou: Quem é você? Eu respondi que era um faixa-preta em Aikido. Ela me encorajou a observar novamente o seu desenhar e reproduzí-lo mais uma vez. Desenhou orquídeas. Ela gostou da minha reprodução e eu também gostei de voltar a desenhar. O resultado desse breve e intenso contato: tornei-me seu aluno por cerca de três anos e ela me devolveu o amor que tinha pelo desenhar. Foi um resgate e uma cura. Voltei a desenhar com prazer.

Renina e Rita são duas histórias de duas mulheres. Duas professoras diferentes e importantes.

Estas duas pessoas fizeram parte da minha formação como artista, educador e guerreiro.

Hoje escrevi para Rita, cheio de saudade e gratidão. Ela mora em Berlin. Não sei onde está Renina e espero que esteja bem.





terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Meu filho Daniel



Upload feito originalmente por zerobueno
Daniel Bueno virou
Daniel Sete Cordas que virou
Dani Sete que virou
Donizete que virou Doni Bueno...

Hoje é dia 12 e ele completa 19 anos.

Parabéns e um beijo do pai.


















[foto de Florentine Versteeg]

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Primeiras imagens de 2010


Acabo de chegar em São Paulo depois de dias fabulosos em Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro. Mais exatamente na casa de Julio e Raquel Galhardi no Vale do Pavão. É bem difícil traduzir deleite em palavras mas vou tentar como quem tuíta: além de presunto e perú, teve bacalhoada com batatas na virada do ano preparada por Daia, Raquel e Márcia; centenas de dardos jogados em partidas de 301 ou Double In; malbecs, cabernets e tempranillos; no dia 1º uma caminhada cedinho até o centro de Maringá para começar o ano com o pé na estrada de terra molhada; trutas e mais trutas na Pousada do Leo e da Cecília; na casa duas pequenas Sofias - uma de 12 no computador jogando The Sims outra de 6 meses distribuindo bom humor para todos nós - charutos baianos e cachaças mineiras; novas páginas lidas de O diário de bicicleta de David Byrne; sauna na casa do Billy com mergulho gelado nas quedas do rio ao lado; boas conversas e novos amigos; pizzas e cachorros-quentes; martelinhos e cachetas pela madrugada e no último dia uma caminhada por uma trilha na mata para alcançar e mergulhar no Poço das Antas ou Cachoeira do Marimbondo.

Que privilégio poder encerrar o ano velho e começar o ano novo com esta qualidade!

Uma alegria especial nestes dias de virada de ano: desenhar. Levei tinta sumi, aquarela e estojos de hidrocor da Faber Castell, mas não usei nada disso. Júlio e eu nos divertimos com uma caixa virgem de lápis Carandache. Um pincel sobre os rabiscos coloridos deu um tom aquarelado e uma canetinha preta ajudou a dar acabamento e contorno para cada imagem feita no moleskine.

Espero que você curta cada desenho tanto como eu curti fazê-los e compartilhá-los por aqui.

Desejo a todos um 2010 pleno de cores, sons, cheiros, sabores e sensações.







ops!






sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

BONENKAI HARMONIA 2009

Que 2010 seja um ano pleno de ki em todos os sentidos e repleto de tudo que é importante para uma vida feliz. Até breve!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Círculos de harmonia


Acabo de chegar do Rio de Janeiro com novas histórias na bagagem. O motivo principal desta ida ao Rio, assim como todas as outras idas em 2009, foi o mesmo: treinar bom Aikido sob orientação de Luis Gentil Sensei e estreitar os laços com os amigos do Círculo de Aikido. Ao redor do motivo principal emergem os motivos não principais que tornam a ida ao Rio cada vez mais especial.

Bar Vinte. Ipanema.

No Jardim Botanico fui recebido por Julio e Raquel Galhardi e conheci as siamesas Fiona e Suzy que me lembraram Ziza e Toró. Lá comemos e conversamos muito e também provei de uma cachaça de milho com mais de 40 anos. Literalmente uma senhora cachaça! No Clube Naval fiz sauna com direito a boa prosa na beira da Lagoa e reencontrei o Gil que já apareceu aqui no blog em setembro. Ele é o rapaz que atende no bar da sauna e ama a corrida. Julio e eu decidimos dar uma força e em 2009 ele fez suas últimas provas, entre elas a volta da Pampulha, com tenis de qualidade. No Bar Vinte em Ipanema tomamos o chopp obrigatório para festejar o exame para Nidan do Júlio. No Leme, sob chuva fina e numa praia vazia, um mergulho no mar e boa caminhada pela areia conversando com Luis Gentil. Nas Laranjeiras, almocei com minha irmã Rita e matei a saudade de toda a família comendo delicioso frango ao curry e ouvindo as novidades dos sobrinhos. Quarenta e oito horas de saúde, alegria e convívio com gente querida.

Minha irmã Rita e família. Laranjeiras.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tintim na Cozinha - A colheita


RECEITA TINTIM (por Mariana Torres)

Reúna pessoas interessadas em passar tempo de qualidade juntas

Acrescente alegria, atenção, cuidado, disponibilidade e fome

Bata tudo com sentimento, empenho, dedicação

Coloque uma pitada de tempero, de imprevisto, de improvisação

Unte a fôrma da razão com emoção e intuição

Despeje a mistura num recipiente do tamanho do mundo

Aqueça tudo por cerca de duas horas e meia...

Voilà!

Tintin: um brinde ao que somos quando podemos ser


Mão na massa, e muita massa na mão.
Risadas e gargalhadas regadas com chuva de farinha.
Expansão dos sentidos, tato, olfato e paladar aguçado.
Pais e filhos, companheiros de vivências e novas experiências.
Fluidez, ritmo, leveza e delicadeza.
Mistura de cores, sabores, olhares e verdades.
Gente criança, jovem, adulto... todos com grandeza.
Hora sem relógio e presença do tempo.
Intervalo vazio de tarefas e pleno de sentido.
Inspiração, celebração, conexão.

Momentos de saúde, paz e amor. Tintim!

Deborah Dubner

Não sei se ainda tá valendo mais dou agora minha parte da colheita:
Vou simplesmente digitar meus pensamentos que já apresentei lá no dia.
Acho que foi uma experiência super divertida que reforçou ainda mais para mim a força do trabalho em grupo.
Já cozinhei muito sozinho e vi como fica mais dinâmico, rápido, menos cansativo e mais divertido cozinhar em um grupo grande.
Até lavar fica gostoso. Bom, foi isso que aprendi nessa aula diferente.

Daniel Bueno



Olhares, trocas, silêncio, barulho, música, brincadeiras....
Momentos do coletivo, momentos do indivíduo
Todos souberam quais eram seus respectivos papéis e responsabilidades.
Colhemos o melhor: comida com amor universal, regados com uma energia incrível.
Obrigada

Daia Mistieri





Todo mundo metendo a colher em tudo...
No som, na comida, na mesa, em detalhes...
Cada um encontrando o seu espaço, todos compondo uma deliciosa massa...
Um olhar diferente para as coisas de sempre: farinha, batata, maçã, farinha
Dá-lhe farinha!
Tempo para saborear a fome, o imprevisto, o cheiro na cozinha
Da combinação de temperos, sugestões, sentimentos e mãos
Boas conversas, risadas e comida boa ao paladar
Corpo e alma bem nutridos
Alimento pra digerir e saborear por semanas.

Mari Torres





Algumas frases na fala de algumas pessoas:

"Tudo fica mais fácil e vai mais rápido em grupo..." Daniel Bueno

"Experiência para sair da zona de conforto conscientemente..." Daia Mistieri

"Quando você entende você aprende" João Pedro

"Em pouco tempo ela [minha filha] já estava sendo ela" Sandra Paz

"Tudo no seu devido tempo, nem rápido, nem devagar, abraçando os imprevistos."



Tenho pensado nessa coisa de pequenas ações para mudar o mundo. Numa semana onde acontecerão conversas de gente graúda em Copenhagem para discutir as mudanças climáticas no mundo, eu resolvi colaborar de um jeito caipira: coloquei um balde no box do chuveiro para aproveitar a agua que cai enquanto o banho esquenta e usar esta água na descarga do vaso sanitário. Uma verdadeira bobagem. Mas eu me sinto feliz fazendo essa solitária economia de água testemunhado apenas pelos azulejos do banheiro.

E na Cozinha do Tintim senti a mesma felicidade entre jovens e adultos numa dança de gestos, risos, ovos, batatas, conversas, farinha, tomates e maças. Diversidade de gente e de sabores. Encontrei as coisas que eu imagino ter no mundo dos meus sonhos. Cooperação, alegria e movimento. E a forma espontânea e livre de participar do acontecer das coisas, com mínimas instruções de um Chef e uma clara orientação do para onde ir foi o bastante para sentir uma alegria silenciosa. E parece que ela circulou entre todos nós.

Traduzimos de modo natural o cuidar do grande cuidando do pequeno em cada gesto na cozinha. E talvez cuidar do mundo possa ser cuidar de cada pequeno pedaço desse mundo, cuidar de cada pessoa que pertence ao nosso mundo e de cada interação que temos com as coisas do mundo. Água, batata ou gente.

Agora e sempre um brinde pela saúde do nosso mundo: TINTIM!!

José Bueno

terça-feira, 17 de novembro de 2009

TEDxSP.

O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?

Teve alguma coisa de Rock in Rio neste evento. Fazia tempo que não sentia a emoção de ter participado de um encontro especial, inédito e mágico. No palco não tinha nenhuma banda de rock pela primeira vez no Brasil. Mas havia uma expectativa no ar desde o processo de seleção de platéia. Os interessados em participar do primeiro TEDxSP responderam, além das questões formais como nome, empresa, cargo e email, o seguinte formulário online:

Cite ao menos um site que nos ajude a entender você melhor :
(seu blog, o site da sua empresa, currículo, artigos ou pesquisas, vídeos, fotos suas ou tiradas por você, seu perfil no facebook, LinkedIn, twitter)
Na sua opinião, o que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?
E você, o que tem a oferecer ao mundo agora?
O que você espera ganhar ao participar do TEDx SP?
O que você tem a contribuir com a comunidade TEDx SP?
Se outra pessoa fosse descrever suas maiores conquistas em até 3 sentenças, o que ela falaria?
O que nós precisamos saber sobre você, que nós não perguntamos?


Fiquei feliz em ter sido selecionado para fazer parte da platéia. O credenciamento aconteceu no dia anterior no HUB. Em cada crachá vinha identificado o nome e a empresa. Como trabalho em vários lugares lá estava na identificação o meu nome seguido das redes onde atuo: Aikido Harmonia, Amana-Key, Palas Athena, Tintim, Ação Harmonia Brasil. E ainda faltou espaço para incluir o SESC, a SOL Brasil e o Aiki Extensions Inc. O que era uma angústia no passado, quase me convenceram que eu era um cara disperso e sem foco, hoje é absolutamente confortável.

No palco, no lugar de guitarras, baterias, teclados e pirotecnia tinha apenas um piano de cauda que foi tocado no começo e no fim do evento por dois pernambucanos, o Vitor Araújo e o Rannieri Oliveira. Durante todo o sábado, uma sequencia fantástica de palestras curtas de 15 minutos, tempo suficiente para se emocionar com histórias e experiências de brasileiros que estão inventando e fazendo a diferença em vários campos de conhecimento. E cada deu a sua visão pessoal do que o Brasil tem a oferecer ao mundo. De Regina Casé a Fabio Barboza. Como Mestre de Cerimônias, Helder Araujo, um jovem com menos de 30 anos que, inspirado pela participação no TED na Califórnia, mobilizou uma incrivel equipe para fazer acontecer o primeiro TED na America Latina. Impecável e respeitosa produção que contou com o apoio do Banco Santander e da Oi.

Se quiser saber mais do evento acesse o site oficial: http://www.tedxsaopaulo.com.br/



Saí de lá orgulhoso de ser brasileiro e estar vivo neste momento da história do mundo. O quadro geral parece ser composto por enormes desafios pela frente, complexidade, modelos econômicos, sociais, políticos, educacionais questionados em todo mundo e em cada mesa de bar, dúvidas e incertezas, desigualdade e violência por todo lado, riscos ambientais irreversíveis e uma pobreza generalizada de valores. O mundo está do jeitinho que o pessimista gosta para dizer que não dá mesmo.

Mas do outro lado tem coisas acontencendo e o TEDxSP juntou uma boa parte destas coisas no Teatro da Moóca. Parte delas estava no palco e outra parte certamente na platéia. E outros muitos mais que não estavam lá. Existem pessoas fantásticas espalhadas por aí e quando elas se reunem o resultado é mágico. O tal mundo melhor está tomando uma cara. Tem muita gente criando, muitos brasileiros motivados em achar soluções novas para os velhos problemas. Tem gente de coração bom, pensando grande, para o bem de todos e gerando resultados extraordinários. E tem alguma coisa do brasileiro que dá cada vez mais para sentir. Um misto de criatividade com inocência, de fertilidade com talento para misturar coisas, de alegria e otimismo, de batucada e esperança. E o melhor de tudo, está dando certo. Sinto que tem muita gente pelo mundo olhando para esse nosso jeito de ser e criar.

E a pergunta fica no ar: o que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?

domingo, 8 de novembro de 2009

Dois encontros

05/11, no Best Burger, com alguns amigos do Colegio Sao Luis que se formaram comigo na turma de 1977. Estavam la, Monteiro, o anfitriao da casa, Marjorie, Ricardo e Gloria Brunetti, Joao Duprat e esposa, Ziza e filha, Walter, Eduardo Guedes, Rita Mola e Luciana.


07/11, no Sao Paulo Center, com a equipe da Axialent, depois de uma manha especial de dialogos e interacoes baseados na essencia do Aikido. Gaelle, Boris, Ricky, Silvia, Eric, Val, Fabio, Marcelo e Guillermo. Inspiracao pura.

domingo, 23 de agosto de 2009

Feijão com Choro 2


Ontem reunimos amigos e amigas na Vila Indiana para fazer umas das três coisas boas da vidas: comer uma comida bem feita, conversar com pessoas de bem e ouvir boa música.

A feijoada deliciosa, com direito a uma panela especial para os vegetarianos, ficou por conta da Maria e da Zilda. A Maria é uma cozinheira de mão cheia, adora o que faz e é presença garantida nas próximas aventuras gastronômicas.

As pessoas de bem são os nossos amigos e amigas de muitos lugares: da FAU, do Dojo Harmonia, do Instituto Ethos e do ISA, do Morro do Querosene, da SOL, da Palas Athena e da família Marinho.

A boa música foi um presente dos meninos do choro. Meu filho Daniel - que também atende por Donizete ou apenas Doni, tocou o sete cordas de Gabriel, que tocou seu cavaquinho entre a flauta da Bia e os saxes (!) do Edu e do Marcio. João Serfozo se juntou ao Kyo para fazer a percussão no segundo pandeiro.

Um saboroso sábado em todos sentidos. Aguardem o próximo.









segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pais e filhos

No sábado teve almoço especial na casa dos meus pais: Cozido feito pela mãe.
No domingo teve jantar especial com Daia, meus filhos Danilo e Daniel e suas respectivas namoradas, Ornella e Julia num restaurante chinês maravilhoso: o Ton Hoi.
Hoje, segunda-feira, teve café da manhã especial pós-treino no Dojo. Um tipo de drible na pressa paulistana trazendo um pouco de prosa e afeto para o começo da semana.

Começo assim o dia 10 de agosto inspirado e orgulhoso pelo sangue familiar e devo aos que lêem este blog uma mensagem menos furiosa que a última. Estico uma linha de tempo e colo abaixo a imagem do meu avô Francisco Bueno, que não conheci, cercado pelos filhos e netos. Meu avô Justiniano Rocha Marinho, que também não conheci, com minha querida avó Noemi. Um close de meu pai em foto recente. Em seguida algumas imagens do jantar de ontem à noite com meus filhos. Melhor que as ostras de cananéia, o wantan incomparável, as costelinhas agridoces e o macarrão shopsuey frito compartilhado em família foi ler e reler a carta escrita pelo Daniel. As palavras que me emocionaram ontem estão na última imagem por aqui. Aproveito e torno público o privilégio que sinto em pertencer ao rio dos Marinhos e dos Buenos que segue seu curso com meus filhos criando suas próprias vidas.








sábado, 1 de agosto de 2009

De Rita para Roberto

Este blog tem sido o lugar onde compartilho as surpresas valiosas que encontro pela estrada. Afinal, quanto vale um tesouro guardado em um baú? Gosto de viver de olhos e ouvidos abertos e sempre encontro coisinhas brilhantes no meu caminho. Clarões, como o mestre Tião Rocha traduz os insights. Surgem em meio a conversas informais com amigos no Dojo, em cafés ou balcões de padaria. Chegam pela internet via twitter, email, facebook ou pela janela do carro. As vezes é uma simples frase inteligente, um link, uma foto ou um vídeo. Estímulos dourados que podem aparecer enquanto leio algum livro ou assistindo um filme no cinema. Percepções que renovam a minha visão sobre coisas pequenas do dia a dia ou sobre questões mais complexas.

Tenho experimentado um grande prazer em trazer algumas destas coisas para cá como quem arremessa ao mar mensagens escritas em garrafas na expectativa que algum dia alguém as encontrará. De todo modo, lidas ou não, aqui neste blog tenho sentido alegria em abrir meu baú para dividir meus tesouros. Recebi hoje este poema escrito pela amiga Rita Brant por ocasião da morte de Roberto Freire em 2008. Adorei e arremesso uma nova garrafa.

Vamos brincar? Roberto dizia

Ainda posso escutar

Se for pra rir, que se escancare

Se for pra pular, que se chegue à lua

Se for pra berrar, que se escute no Japão

Se for pra rolar, que seja como o pau do macarrão

Se for pra chorar, que se molhe o chão

Se for pra correr, que seja no meio da chuva

Se for pra abraçar, que seja de corpo colado

Se for pra beijar, que se sinta a alma dobrada

Se for comer, que se compartilhe até as migalhas

Se for pra beber, que se derrame na toalha

Se for para sonhar, então, que sejamos eternos

Se for para amar, que se liberte

Se for pra viver, meu amigo e companheiro...,

Que seja pra virar semente no coração de muita gente!

Homenagem ao querido Roberto Freire, de alguém que guarda a semente,

Rita Brant

Maio de 2008

domingo, 26 de julho de 2009

Feijão com choro

Ontem Daia e eu comemoramos nossos aniversários, ela 35 eu 49. O frio estava na medida certa para festejar com feijoada e chorinho em casa. Reunimos alguns amigos que se somaram aos nossos filhos e a uma boa parte da minha família representada por irmãs, sobrinhos, pai e mãe. Queríamos reunir todos os amigos e amigas mas não daríamos conta de servir a todos com atenção.

Maria e Zilda foram as mestras na cozinha preparando o feijão divino. Amigos do Dojo Harmonia, do Ethos, do Jardim Jaqueline e o destaque especial para o quarteto formado por Fred Dale no cavaquinho, Uirá no violão, Daniel Bueno no sete cordas e João Serfozo no pandeiro.

Na varanda de casa fizemos os últimos acordes da noite. Os que resistiram até o final levaram uma lembrancinha: um potinho de feijão! Por aqui deixo um trecho do chorinho delicioso que temperou a festa. Ótima semana a todos!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Sete x Sete








Diria o amigo Marcio Reiff que todo o dia é dia da amizade não apenas o dia 20 de julho. Claro. A mesma coisa talvez para o dia das mães, dos pais, dos namorados, da criança, do avô, da secretária e por aí vai. Também acho que todo dia é dia de tudo e o interesse comercial nestes dias é forte pois aquece o consumo e as vendas.


Mas o dia 20 de julho antes de ser o dia da amizade era o dia do meu aniversário. Também este dia é um dia como outro. Com a diferença de ser um dia para reunir amigos, comer e beber junto com pessoas queridas e lembrar que o tempo passa. E passa mesmo.



Neste dia 20 comemorei 49 anos. Antroposoficamente acabo de completar o sétimo ciclo de sete anos. Interessante ver a vida em ciclos ou círculos e não com uma linha. Talvez seja uma espiral onde as mesmas questões são visitadas várias vezes durante a vida e a cada ciclo a perspectiva é renovada e enriquecida.


Então ontem resolvi registrar o dia 20 de julho de 2009, um segunda-feira, fotografando as pessoas que participaram deste pequeno ciclo de algumas horas. O que você vê são imagens de alunos, manobristas, porteiros, família, faxineiros, toró e ziza, designers, pesquisadores, empresários, garçonetes, gente simples, gente importante, amigos e amigas que enriquecem o roteiro do meu filme.