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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pinceladas e pedaladas

Cheguei na sexta feira com minha bicicleta empacotada para um fim de semana de pintura e pedaladas. Suely e Fernando, os organizadores do workshop, estavam no aeroporto e fomos direto almoçar no Restaurante Daissen na Comunidade Zen Budista de Florianópolis. De tarde fui acompanhado por Juliana e Monge Gensho pelo centro da cidade onde aprendi um pouco da cidade. De lá caminhei até o mirante da ilha onde fiz minha primeira foto. Era meio da tarde e o sol insistia em aparecer junto à ponte antiga que ligava a ilha ao continente. Alguns já devem saber que adoro pontes!


Arrumamos a sala de meditação do Centro Zen Budista e logo chegaram os participantes da oficina. Não muitos, oito. Para um primeiro evento achei ótimo. Poucos conhecem o Sumi-e e muitos fogem quando o tema é desenhar, pintar, criar. Logo começamos a nos apresentar e sugeri um formato diferente para esse momento. Ouvir o nome, a profissão e a idade não me diz muito para um primeiro contato. Gosto de ouvir alguma coisa curiosa, um momento importante vivido pela pessoa, algo especial. Vejo a minha vida como um riacho. E somos todos um riacho. Cada um fazendo o seu curso, alguns velozes, outros largos, outros rasos e todos cheios de nutrientes e vida em suas águas. E partindo dessa provocação - o que você me contaria do seu rio? – comecei a saber melhor quem estava por lá.

Suely e Fernando, os anfitriões

Foi um momento breve para nos conhecermos e poder apresentar a proposta da oficina. Em seguida Suely e Fernando me levaram para a Casa de Retiro Vila Fátima onde ficaria hospedado. Era tarde e tinha fome. Só havia biscoitos e café no final do corredor de cada andar. Normalmente a Casa está sempre ocupada com religiosos ou não em retiros. Mas nesta noite só haviam 6 quartos ocupados e o pior. Todos já tinha jantado. Uma senhora percebeu meu vaguear pelos corredores e perguntou se estava tudo bem. Eu devia estar com cara de esfomeado! Ela me encontrou e disse que logo haveria uma comidinha na cozinha. Ao chegar no refeitório a surpresa: sopa de aipim com pãezinhos integrais.

Na manhã de sábado me dei conta do lugar onder estava. A vista maravilhosa da Praia da Armação foi a primeira imagem do dia. Meu quarto escolhido a dedo ficava acima do mirante do Morro das Pedras!
Depois de tomar café e vislumbrar a vista do Morro das Pedras fui com meus anfitriões para a Comunidade Zen Budista de Florianópolis onde o workshop aconteceu. No mesmo lugar há o Restaurante Daissen tocado pela Bia que nos preparou o almoço no intervalo. Melhor que contar como foi este encontro é ver as imagens maravilhosas que Michel Seikan produziu quando não estava pintando. Vale a pena conferir o olhar dele.

http://picasaweb.google.com.br/zenbudhismo/SumiEAikido?feat=directlink

No domingo foi dia de pedalar pelo sul da ilha. Armação, Pantano do Sul, Lagoa do Peri, Ribeirão da Ilha, com direito a pausa para comer ostras frescas na beira-mar. Abaixo estão algumas umas imagens do passeio pela ilha. Inesquecível! Um imenso agradecimento a todos que fizeram parte do desfrute destes dias em Florianópolis.









quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sumi-e em Floripa

Depois de algumas trocas de email e conversas via google talk com Suely Carrião, estou fazendo as malas para levar o workshop de Sumi-e para Florianópolis no próximo final de semana. Acontecerá na Comunidade Zen Budista nos dias 13 e 14 de Agosto. Agradeço também por aqui o empenho de todos na produção deste evento e o carinho com que tenho sido tratado por todos.

Como a volta esta marcada para a tarde de domingo, espero poder pedalar um pouco pela ilha com minha bicicleta e almoçar com antigos amigos que vivem em Florianópolis.



segunda-feira, 24 de maio de 2010

Novidade na blogosfera

Dentro de 90 dias viajo para Amsterdan para iniciar uma primeira jornada de Aikido e Bicicleta numa viagem até Munique.

Por que Amsterdan? Por que Munique?

A idéia inicial nasceu na vontade de comemorar meus 50 anos de vida de modo especial. Pensei em passar algumas semanas sozinho, ocasião para pensar em movimento sobre o que fiz até aqui e sobre o que mais quero fazer. Pensei no Caminho de Santiago como uma opção e logo considerei a possibilidade de incluir a bicicleta como meio de transporte neste retiro que certamente deveria incluir a visita a alguns Dojos de Aikido. Isso me levou a pensar em lugares pelo mundo que tivessem uma cultura e uma estrutura legal para pedalar e também bons lugares para fazer Aikido.

Neste momento, recebi a informação via Aiki-Extensions da criação da Semana Internacional Aiki pela Paz programada para acontecer entre 20 e 26 de Setembro. Será uma semana onde escolas de Aikido espalhadas pelo mundo serão encorajadas a promover o Aikido como ferramenta de paz.

O projeto começou a tomar forma quando um dos organizadores da Semana Internacional Aiki pela Paz, Bertram Worak Sensei, sugeriu a inclusão de Munique em meu roteiro e, se possível, estar por lá por ocasião do evento mundial. Estava definida a data e o lugar de chegada: 24 de Setembro em Munique.

E por onde começar?

A principio pensei na rota Copenhagen/Munique. O amigo João Paulo já havia feito o roteiro até Berlin e a Dinamarca é um país com notável cultura de ciclismo. Ser perfeito começar por lá e descer até Munique. A esta altura comecei a fazer aulas semanais de alemão com Andrea Khrom, pois sabia que a Alemanha seria o principal lugar desta ciclo-viagem. Aprender o básico do básico do básico por delicadeza com o país visitado: Guten tag. Guten morgen. Ich komme aus Brasil. Ich verstehe das nicht. Entshuldigung. Aufwiedersehen. Spitze!..

Dias atrás nova sincronicidade. O HUB de Amsterdan promoverá o Summer School e uma das organizadoras chama-se Valentine e é brasileira. Numa conversa nos corredores do HUB de São Paulo ela me propos criar algum workshop para oferecer por lá. Imediatamente pensei no projeto "the Sword and the Brush"onde mostro que Aikido e Sumi-e podem ser uma experiência profunda de presença no tatame e no papel . Isso tudo deu data e local para o começo da jornada. Final de agosto. Amsterdan.

As próximas perguntas: Qual bicicleta usar? A minha ou comprar uma segunda mão por lá? Qual o melhor roteiro? Quais cidades incluir? Onde ficar? Hostels? Couchsurfers? Que Dojos visitar? O que é necessário levar?..

O assunto Aiki Biking for Peace e as respostas para essas e outras perguntas vão ter de hoje em diante um blog exclusivo.
Quem quiser acompanhar essa jornada desde já basta aparecer em Http://aikibiking.blogspot.com . Conto com seus comentários por lá também.

Abraços.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Aiki Biking for Peace

No dia 20/07 completarei 50 anos.

Decidi comemorar este momento da vida fazendo uma ciclo-viagem e integrando três coisas que adoro: pedalar, desenhar e Aikido.

Pretendo desembarcar em Amsterdan no final de Agosto e viajar de bicicleta com destino a Munich para integrar as celebrações da Semana Internacional Aiki pela Paz entre 20 e 26/09 (http://www.aikipeaceweek.org)

Criei uma "vaquinha online" para me ajudar a viabilizar esta ciclo-viagem. Em troca, manterei atualizado um blog especial para compartilhar desenhos, aquarelas, fotos e histórias do projeto "Aiki Biking for Peace".

Valeu mesmo!!!!

Visite a vaquinha aqui http://vakinha.uol.com.br/Vaquinha.aspx?e=19982

terça-feira, 18 de maio de 2010

Pedalada & Inovação

Domingo às 14h, doze horas depois da Rodada Cultural no Sesc Pinheiros, começamos nova jornada com alunos, professores, coordenadores e pais de alunos do Colégio Bandeirantes. Criamos uma pedalada temática por São Paulo aproveitando o espírito da Virada Cultural e visitamos alguns lugares com o olhar para Inovação na cidade.

Nosso percurso começou no Paraíso e teve a primeira para da Ghost Bike na Avenida Paulista em memória da cicloativista Márcia Prado. Ali mesmo o JP lembrou que na quarta-feira, dia 19 de maio, acontece sempre o Pedal do Silêncio onde ciclistas caminham ao lado de suas bikes, nenhuma palavra é ouvida e todos assim homenageiam os que faleceram pedalando pelo mundo.
Logo alcançamos a Praça do Ciclista na esquina da Consolação, ponto de encontro de muitos pedalantes e ponto de partida da Bicicletada que acontece toda ultima sexta do mês.

Logo chegamos na Bela Cintra onde o Pablo Handl, um dos fundadores do HUB, contou para todos um pouco de sua história de vida e da criação de um espaço fantástico que reúne cerca de 180 empreendedores em diversas áreas num ambiente de intensa cooperação, criatividade e alegria. Seguimos para o Beco do Batman na Vila Madalena e terminamos no Ekoa Café onde fomos recebidos por mais um anfitrião, o Henrique Bussacos. Novamente ouvimos a história de um administrador de empresas que deixou uma promissora carreira em bancos de investimentos para criar em São Paulo uma cafeteria que oferecesse mais que pães de queijo e café. Esse mesmo ambiente abriga a Tekoha, também criada por ele, que comercializa artesanato de diversas comunidades brasileiras.

Já eram seis da tarde e oferecemos a opção de usar o metrô para voltarmos para o Colégio Bandeirantes. Que nada. Todos queriam voltar de bicicleta e a jornada de bicicleta e inovação terminou no comecinho da noite. Isso tudo não aconteceria sem o apoio de algumas pessoas especiais. O Emerson e o Ricardo, da coordenação do Bandeirantes, Gatti e Luis, os dois monitores que tornaram fácil e divertido o pedalar pela nossa São Paulo.

Curtam as imagens da Peladada para a Inovação.



sexta-feira, 2 de abril de 2010

04:54:25



Pouco a pouco volto a cuidar do blog e trazer notícias do lado de cá.

Nada como uma semana de molho, aguardando o joelho cicatrizar de uma escoriação, para botar a casa em ordem. Explico. Sábado passado participei da primeira etapa da prova Claro 100k no trecho sul do Rodoanel. Marinheiro de primeira viagem, convidei alguns amigos para virem comigo e um por um todos desconversaram. Fui sozinho e lá entendi. Uma sensação de que estava na festa errada. Era uma prova competitiva entre atletas de muitas escuderias como Scott, Trek, Specialized, Kona, etc. A grande maioria com bicicletas speedy e alguns poucos, como eu, de mountain bike posicionado no último pelotão. Investi numa camel bag para me hidratar durante a prova pois sabia que o sol ia pegar. E nela misturei 1,5l de água com maltodrexina sabor açaí com guaraná. Goles dessa mistura durante a pedalada são rapidamente absorvidos pelo corpo como energia e ajudam a evitar a fadiga muscular. Quatro saquinhos de proteína em gel, três barrinhas de cereal sabor banana, um gatorade de tangerina, duas batatas cozidas embrulhadas no alumínio e a maltodrexina na mochila e tinha energia para pedalar até o Paraguai. Acho que terminei a prova mais pesado que na largada. ;)


A maioria na prova estava lá fazer a prova no menor tempo. Eu fui testar a minha resistência para um percurso mais longo e tentar fazer os 100k dentro do tempo limite de 5h00. O carro vassoura que recolheria os que estivessem abaixo do tempo era uma grande motivação para não parar de pedalar. Voltar cansado sim, voltar varrido nunca!


O Trecho Sul to Rodoanel tem uma paisagem linda e espero mesmo que, apesar do atraso desta obra, ela diminua o volume de caminhões na cidade, melhore o trânsito e todos se beneficiem com isso.




Em duas horas havia pedalado 50k e estava feliz. Descobri que os 50k finais são bem diferentes dos 50k iniciais ... Mas vinha bem até a altura do 85k. Depois de uma subida longa, exausto, decidi apoiar os dois cotovelos no guidão para começar uma longa descida. Nunca mais. Me desequilibrei e fui para o chão como um saco de batatas cansadas. Depois do susto dei uma geral e percebi que o estrago não tinha sido grande coisa. Um ralado no joelho, outro no cotovelo, a bicicleta ok, câmbio ok, freio ok, roda no lugar. E segui viagem devagar até a linha de chegada. Tempo oficial: 04h54m25s. Depois do beijo de chegada de uma Daia já preocupada com as ambulâncias que chegavam a toda hora fui direto para o ambulatório dar um trato nas feridas de guerra. Com uma sensação boa de ter dado conta dos 100k numa média de 20km/h.


Adorei o passeio e, definitivamente, competir e correr atrás do melhor tempo não é a minha praia. As fotos durante o percurso foram raras pois o foco era completar a prova. Mas a Daia estava lá. Do início ao fim como companheira, torcedora, fotógrafa e motorista.

Ah! O azulejo que aparece no começo desse post eu comprei em Den Haag (Holanda) anos atrás e esta entre a sala e a cozinha aqui de casa. Diz mais ou menos o seguinte: "Quem não comete erros, possivelmente não comete nada."

domingo, 24 de janeiro de 2010

Tristezas e alegrias

Faz alguns dias que não escrevo minhas coisas por aqui. Andei desanimado em compartilhar pequenas alegrias e conquistas numa época de muita dor e tristeza pelo mundo. Falo da tragédia no Haiti, da destruição de São Luis do Paraitinga e das chuvas e enchentes que nos castigaram por aqui.

No dia 19, acompanhei ao vivo a apresentação dos resultados da pesquisa do IRBEM - uma iniciativa do Movimento Nossa São Paulo - que trouxe informações precisas e preciosas sobre o Bem Estar do paulistano. Lá percebi o tamanho da doença da nossa cidade. Numa leitura rápida nota-se que o paulistano está satisfeito no ambiente doméstico, entre familiares, amigos e animais caseiros e infeliz da porta da casa para fora. A pesquisa mostrou nítida insatisfação da grande maioria da populaçao com as coisas da vida urbana: a locomoção pela cidade, o lazer, o acesso à cultura e a informação, a qualidade de vida, a saúde, a segurança, o meio ambiente, etc. Não é a toa que a pesquisa revela que 57 % dos paulistanos sairiam da cidade de pudessem. Se alguém trabalha ou vive num lugar que iria embora assim que pudesse, que qualidade esperar dessa relação? Que dedicação e comprometimento esperar de quem pensa todos os dias em ir embora?? Mais uma vez fiquei jururu vendo e ouvindo coisas que fazia uma certa idéia, mas agora a suposição ganhou clareza. Um exemplo: você sabia que 30 % dos jovens entre 16 e 24 anos na nossa cidade não estão nem na escola nem trabalhando? Que tal? Ouvi a expressão "bomba-relógio" para traduzir o que isso significa numa cidade da escala de São Paulo...

Em meio a este clima cinzento, começar o ano feliz e cheio de entusiasmo me pareceu ser quase uma violência no meio em que vivo. Faço parte daquela fatia fininha da população que aprendeu um jeito de viver bem numa cidade dura e perversa como São Paulo. Meu pai foi meu primeiro mestre. Filho de uma familia simples em Matão ele correu atrás e conseguiu ir muito além de seus irmãos e irmãs. Abraçava cada oportunidade como um tesouro único. Aprendi com ele a correr atrás e valorizar cada oportunidade de crescimento. E sigo correndo em várias direções, vivendo a vida com entusiasmo mesmo sabendo que esse entusiasmo não é geral.

Nestas primeiras semanas de janeiro, dentro do projeto SESC Verão, conduzi oficinas de filosofia e prática do Aikido nas unidades Paulista e Pinheiros. Turmas distintas e muito especiais. Poucos encontros e suficientes para viver enorme empatia com cada um dos participantes das oficinas. Em fevereiro darei continuidade aproximando a harmonia do Aikido à harmonia de outras artes como a poesia hai-kai, o pintura sumi-e e a flauta shakuhati. Aikido e arte para integrar assertividade e poesia na nossa vida.





Sigo pedalando cada vez mais em São Paulo e começo a sonhar com pequenas viagens e trilhas. Entre ontem e hoje, um domingo e um feriado, foram quase 100 km de pedal, boa parte como o grupo do Olavo Bikers. No SESC, participei de um encontro com Arturo da Escola de Bicicleta que abordou as várias nuances do que é ter uma boa bicicleta e detalhes sobre sua manutenção. O amor do Arturo pelo pedalar é algo fascinante e já me contagiou.


Nos próximos dias estarei fora de São Paulo. Aproveitei uma mega-oferta num site de passagens promocionais e arrematei bilhetes para Manaus por R$ 300 em 6 parcelas. Ida e volta!!! Por esse preço, e aproveitando o momento de férias da Daia, inventei uma pausa para conhecer um pouco da Amazonia. Serão dias de passeio por Manaus, por cachoeiras em Presidente Figueiredo e quatro dias de navegação em um pequeno barco pelo Rio Negro. Espero logo trazer para cá algumas boas histórias e alguns desenhos. Aguardem.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

OBRIGADO 2009


Coisas para compartilhar neste finzinho de ano e agora acho um tempo para escrever depois de dias corridos.


Escrevo do Vale do Pavão, em Visconde de Mauá, na casa de Julio e Raquel Galhardi onde aguardamos o inicio de 2010 nos ares das montanhas, tomando bons vinhos e rabiscando em Carandache.


Começo pelos convites do João Nery e da Cely Mantovani, respectivamente amigos e executivos da Agre e da CEF que me chamaram para participar de dois eventos distintos. O primeiro no Refúgio Cheiro de Mato em Mairiporã e o segundo na Fazenda Hípica de Atibaia. Foi meu começo de fim de ano. E mais uma vez levei a arte Aikido como plataforma para refletir sobre liderança e consciência num clima de celebração e desenho de futuro.



Logo chegou o Natal em família onde ouvimos a 26a. carta de Noel para Marinhos e Buenos. Esta cartinha é uma tradição que minha irmã Noemi herdou e mantém viva enchendo o coração de todos com os melhores momentos do ano de cada um dos filhos, netos, genros e noras de Jose e Myriam, os meus pais. Saboreamos cada palavra da carta sempre lida pela Rita, outra de minhas irmãs. Um momento mágico onde as conquistas e curiosidades de cada um dos membros de uma família é revivido. Logo beijos e abraços, troca de presentinhos de amigo secreto, novamente palavras de carinho entre todos e uma ceia para encerrar a noite.





No dia 25 uma pedalada no lugar da ressaca natalina. Apesar de dormir às 4h00, às 9h00 Daia e eu saimos de casa com nossas bicicletas para nos somarmos ao grupo do Olavo Bikers que pedalam aos domingos e feriados desde 1995. 5km de casa ao FNAC. 33 km girando por uma São Paulo sem carros e mais 5km de volta para o Butantã. Posso dizer e tenho testemunhas que foi o grande batismo de Daia sobre o celim. Yes, she can! E vamo que vamo em 2010.



Antes de viajar para as montanhas do Rio uma aflição: o que fazer com Toró e Ziza? Nossos gatos nunca passaram mais de dois dias sozinhos. Quem para cuidar dos pequenos até o começo de janeiro? Valdomiro! Trabalha no condomínio onde moro e aceitou a tarefa de limpar caixa de xixi, recolher cocô, trocar a água e cuidar da ração dos gatos. Coisa pequena que torna-se grande em época que todos viajam para fugir de São Paulo.


Agora é tempo de dormir até tarde, desenhar sem pressa na varanda, descansar no sofá, renovar energias, rir entre amigos, tomar bons vinhos, fumar bons charutos, falar bobagem, pisar no barro, olhar para o céu, sonhar grande e fazer pequeno.


Desejo a todos que acompanham e comentam as "mensagens na garrafa" deste blog um Ano Novo pleno de tudo aquilo que cada um acredita ser importante para ser feliz.


Beijos e abraços



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ciclocidade, bicicletada e maratona

Deve ser algum trígono poderoso entre Mercúrio, Júpiter e Marte ...

Na sexta feira participei da fundação da Ciclocidade, uma associação de ciclistas urbanos em São Paulo. Daqui para frente não seremos apenas ciclistas, apaixonados ou ativistas por um cidade mais limpa e com menos carros. A representatividade de uma associação organizada de modo formal foi um passo importante. Me senti orgulhoso em estar lá aprovando a ata de fundação como um dos 100 sócio-fundadores presentes. Esperando o que? Associe-se também: www.ciclocidade.com.br




by Mathias

Mais fotos de Edugreen @ Flickr: http://www.flickr.com/photos/edugreen/sets/72157622880465680/show/with/4135512685/

Na sexta me juntei ao grupo que faz Bicicletada, ou movimento Massa Crítica, como quiser. Cheguei na Praça do ciclista onde é feita a largada na companhia dos meus bike-padrinhos: o João Paulo e a Evelyn, duas figuras adoráveis que fizeram este ano a travessia Berlin-Copenhagem na pedalada. 800 km em 10 dias. Já começa a me dar vontade de pensar num roteiro para fazer no ano que vem. Por hora é pedalar muito e conhecer os roteiros aqui no Brasil e na Europa. JP, Evelyn e eu pedalamos juntos de Pinheiros até a esquina da av. Paulista com a rua da Consolação. Exatamente na hora da largada caiu um temporal e aguardamos parar a chuva para largar. Umas 200 pessoas talvez. O ponto alto foi cerca de uma hora depois: a invasão do Shopping Vila Olimpia, recentemente inaugurado com centenas de vagas para carros e ... sem bicicletário. De repente, estavamos todos no estacionamento vazio do shopping cercados de seguranças que se perguntavam: quem é o responsável por esta zona? A resposta era fácil: aquele ali de bicicleta. Logo fomos embora sem tirar nenhum pedaço e com uma sensação de missão cumprida. Valeu a noite.







No domingo, provocado pelo Pablo sai de casa de manhã para pedalar com o grupo que todo domingo se encontra na FNAC. Choveu muito pela manhã e ainda garoava quando sai de casa. Mas às 9h30 o clima tava perfeito e lá fui eu. Sem o Pablo. Durante o trajeto que durou 42km (nunca havia imaginado pedalar tanto...) entendi o slogan estampado nas camisetas amarelas desta tribo: vai quem quer, volta quem pode! Yes, I can!!!!! Na segunda eu tava moído e até o maxilar doía. Mas hoje é terça e está tudo bem. Especialmente as costas e a bunda.